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Labioplastia ou Ninfoplastia: a cirurgia íntima feminina mais frequente

31 de março de 2016 Por: Blog,Corpo
A cirurgia para a redução dos pequenos lábios vaginais, conhecida como Ninfoplastia ou Labioplastia, é indicada para as pacientes que apresentam hipertrofia dos pequenos lábios vaginais, ou seja aumento do tamanhos destes.

A cirurgia para a redução dos pequenos lábios vaginais, conhecida como Ninfoplastia ou Labioplastia, é indicada para as pacientes que apresentam hipertrofia dos pequenos lábios vaginais, ou seja aumento do tamanhos destes (imagem: reprodução).

Labioplastia é a plástica dos grandes ou dos pequenos lábios (mais comum). Também pode ser chamada de Ninfoplastia e geralmente está associada a redução dos pequenos lábios vaginais e se aplica a mulheres que se sentem incomodadas funcional ou esteticamente.

Estudos mostram que a média de largura dos pequenos lábios de mulheres que não procuram correção é de 1,54 cm, enquanto a média das mulheres candidatas à cirurgia é de 3,54 cm (1). Radman (2) e Rouzier (3), duas outras autoridades no assunto, definiram a hipertrofia de grandes lábios com medidas acima de 5 e de 4 cm, respectivamente. No entanto, o mais importante é saber se existe incômodo ou não. Se existir incômodo e os pequenos lábios se projetarem além dos grandes lábios, provavelmente há indicação de labioplastia.

Indicações de labioplastia

A hipertrofia dos pequenos lábios pode causar incômodos funcionais ou estéticos. Entre os funcionais estão dor no ato sexual (dispaurenia), desconforto durante atividades físicas, atrito, abaulamento ou até protrusão além das roupas e dificuldade de higienização. Entre os estéticos estão o aspecto aumentado, irregular ou simplesmente desagradável. Em um estudo retrospectivo com 163 pacientes ao longo de nove anos, observou-se que 87% das pacientes submetidas a labioplastia tinham queixas estéticas, 64%, desconforto na roupa, 26% desconforto durante exercícios e 43% dispaurenia (3).

O procedimento

Tecnicamente, a labioplastia é uma cirurgia simples, realizada com anestesia local e sedação. O pós-operatório é tranquilo e não há necessidade de internação. A utilização de antibióticos profiláticos depende da conduta de cada médico cirurgião plástico.

Embora existam diversos métodos de labioplastia, cada um com suas vantagens e desvantagens: a ressecção linear é a mais utilizada. O procedimento consiste em retirar (com tesoura ou aparelho de radiofrequência) o excesso mucoso que vai além dos grandes lábios e realizar uma delicada sutura com fio absorvível (não precisa ser retirado). O pós-operatório da labioplastia consiste apenas em não ter relações sexuais por, pelo menos 30 a 45 dias, manter boa higiene e utilizar analgésicos, se for necessário.

Complicações

No estudo com os 163 pacientes, Rouzier e colaboradores também descrevem que não houve grandes complicações relativas à labioplastia, que os resultados foram funcionalmente satisfatórios para 93% das pacientes e esteticamente satisfatórios para 89%. Apenas quatro pacientes relataram que não fariam a cirurgia íntima feminina novamente. A conclusão foi que a redução dos pequenos lábios é um procedimento cirúrgico simples, associado a um alto grau de satisfação (3).

No entanto, ainda que raros, existem relatos de insatisfação com a cicatriz e hipersensibilidade da região em outros estudos. Além disso, existem poucos artigos mostrando como é o comportamento em um parto normal posteriormente a uma labioplastia, mas não há indícios de que haveria complicações por isso (4). Lial e colaboradores, ainda ressaltam a possibilidade de infecção, deiscência e sangramento e demonstra que alguns grupos apresentam taxa de reoperação entre 2,9% e 7% por esses motivos ou por insatisfação estética (5).

Os resultados

Na nossa experiência, observamos que existe altíssimo índice de satisfação e que o grande motivo para a labioplastia não ser ainda mais frequente entre as cirurgias íntimas femininas é a falta de conhecimento da possibilidade de realizá-la juntamente com outras cirurgias já pretendidas. Portanto, se você tem dúvida, pergunte!

1. Murariu D, Jackowe DJ, Parsa FD, Nakasone GK, Parsa A, Chun B. Comparison of mean labial width in normal patients and those seeking labiaplasty. The FASEB Journal. 2009;23(1_MeetingAbstracts):LB7.

2. Radman HM. Hypertrophy of the labia minora. Obstetrics & Gynecology. 1976;48(1):78s.

3. Rouzier R, Louis-Sylvestre C, Paniel B-J, Haddad B. Hypertrophy of labia minora: experience with 163 reductions. American journal of obstetrics and gynecology. 2000;182(1):35-40.

4. Goodman MP. Female genital cosmetic and plastic surgery: a review. The journal of sexual medicine. 2011;8(6):1813-25.

5. Liao LM, Michala L, Creighton SM. Labial surgery for well women: a review of the literature. BJOG: An International Journal of Obstetrics & Gynaecology. 2010;117(1):20-5.

Sobre o autor: Eduardo Furlani CRM/CE 8316 – RQE 5876 é médico, mestre e cirurgião plástico. Diretor Técnico Médico da clínica Eduardo Furlani.

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