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Rinoplastia não invasiva (Rinomodelação)

11 de janeiro de 2016 Por: Blog,Face
Pré e pós rinoplastia não invasiva (rinomodelação)

A medicina nasceu praticamente junto com a civilização, logo depois veio a plástica e, em seguida, a rinoplastia. É que a necessidade de pertencimento é algo inerente à sociedade e a aparência está diretamente ligada a isso. Não há dúvida de que o nariz seja uma das partes do corpo, a mais ligada à imagem. Por isso, rinoplastia é assunto presente desde os mais antigos papiros, como o de Edwin Smith (entre 3.000 e 2.500 a.C.) e o de Ebers (1.500 a.C.).

Desde a era antiga até o final do século XIX, a rinoplastia tinha apenas o objetivo de corrigir mutilações. O século XX começou com o início da era da rinoplastia moderna, com o objetivo de melhorar, também, a aparência do nariz. Jaques Joseph, considerado o pai da rinoplastia moderna, já ressaltava a importância da estética na saúde mental das pessoas. Conceito esse que só ganhou força com o passar dos anos.

Essa era inicial da rinoplastia trazia fortemente o conceito de “redução nasal”. Essa ideia ainda é a predominante na população leiga. No entanto, a especialidade caminhou no sentido de maior estruturação e não de redução. Embora a literatura das últimas décadas tenha provado que a estruturação e os procedimentos de aumento melhoram a fisiologia respiratória, a ideia ainda causa estranheza para pacientes e cirurgiões, que sempre quiseram narizes pequenos e delicados.

No entanto, o conceito do equilíbrio nasal tem ganhado bastante força e sido cada vez mais corroborado por estudos sérios. Segundo esse raciocínio, a primeira pergunta é: será que esse nariz é realmente grande ou algo em sua forma cria uma ilusão ótica de aumento. Para responder a essa pergunta, realizamos um estudo, ainda não publicado, que demonstrou, com significância estatística (p<0,001), que alguns procedimentos de aumento podem causar percepção de redução do nariz, como no seguinte exemplo.

Nesse estudo, 89% das avaliações apontaram percepção de redução em casos como esse, enquanto apenas procedimentos de aumento foram realizados. A superposição das silhuetas mostra as áreas de aumento. Isso se explica pelo fato de o nariz do lado esquerdo causar uma ilusão ótica, simulando aumento de determinadas regiões, mas seu tamanho é adequado para o rosto. Ao se corrigirem as proporções, eliminamos a ilusão e o nariz parece menor.

Esse tipo de transformação pode ser feito com uma cirurgia muito menos invasiva (rinoplastia não invasiva) que as reduções do passado, utilizando enxertos. Além disso, a modalidade cirúrgica abriu margem para o desenvolvimento de técnicas de rinomodelação não cirúrgica, como na figura. O procedimento é feito ambulatorialmente, com mínimo incômodo, sem necessidade de afastamento das atividades normais de trabalho. Consiste em introduzir material de preenchimento, com agulhas finas e anestesia local. Atualmente, o ácido hialurônico é considerado o produto de escolha, por ser absorvível (09 a 18 meses), com baixo potencial alergênico e manejo previsível.

O mesmo princípio utilizado para diminuir o abaulamento do dorso nasal, também pode ser aplicado para estreitar um nariz que parece largo por ser muito baixo. Enfim, as indicações são amplas, mas é importante lembrar que não é adequado para todos os casos. Portanto, o ideal continua sendo uma avaliação com o especialista.

Revista da Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza (ANO XV – N. 51 – Edição Dezembro 2015)

Artigo de Eduardo Furlani, médico, mestre e cirurgião plástico (CRM 8316 – RQE 5876)
Fonte: Assessoria Clínica Furlani.

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