Decidir fazer uma cirurgia plástica com tranquilidade passa por seis etapas: entender se o desejo é seu, aceitar que “ainda não” pode ser a resposta, conversar com quem é próximo, conferir a formação e a experiência do cirurgião, tirar as dúvidas na consulta e planejar a recuperação. Saber como decidir fazer cirurgia plástica tem menos a ver com coragem e mais com informação e tempo.
Como diz a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP): “A decisão é pessoal. Só você pode decidir se a cirurgia proposta alcançará suas metas e se as complicações e riscos são aceitáveis.”
Talvez você já tenha feito preenchimento, toxina ou bioestimulador e comece a pensar em um lifting facial. Ao mesmo tempo, em casa, você ouve que é arriscado, que custa caro, que já está ótima. O seu incômodo merece atenção, e a preocupação de quem gosta de você também. Este guia reúne, passo a passo, o que saber antes de fazer uma cirurgia plástica.
Como saber se a cirurgia plástica é para você?
A cirurgia plástica tende a fazer sentido quando o desejo nasce de você, sem pressa nem impulso, e as suas expectativas cabem no que ela pode fazer.
A SBCP orienta: “Certifique-se de que suas expectativas são realistas e pesquise antes de optar pela cirurgia.” Por isso, “vale a pena fazer cirurgia plástica?” não tem resposta pronta: depende do seu motivo, da sua saúde e do seu caso.
O desejo é seu?
Uma revisão de 37 estudos sobre cirurgia estética, publicada em 2004 na revista Plastic and Reconstructive Surgery, mostra que parte deles associou as expectativas irreais e a motivação ligada a um relacionamento, como acreditar que a cirurgia vai salvar uma relação, a um pior resultado emocional e social.
São sinais, e não regras, mas ajudam a pensar: querer se sentir bem com a própria imagem é diferente de esperar que a cirurgia agrade alguém, acompanhe uma tendência das redes sociais ou resolva um momento difícil.
Antes da consulta, responda com sinceridade:
- Há quanto tempo isso me incomoda?
- Eu pensaria nessa cirurgia se ninguém opinasse?
- O que espero que mude, no espelho e fora dele?
- Tenho tempo e apoio para me recuperar com calma?
O que você quer preservar?
Tão importante quanto saber o que incomoda é saber o que faz parte da sua identidade: as suas expressões, os traços que contam a sua história. Naturalidade não é mudar pouco, e sim tratar o que incomoda em harmonia com quem você é.
Para muitas pacientes, o objetivo é ouvir “como você está bem”, e não “o que você fez?”. Como em todo procedimento, os resultados variam de pessoa para pessoa.
Se você ainda está organizando o que quer mudar e o que quer preservar, a avaliação com o Dr. Eduardo Furlani pode ajudar a colocar isso em palavras.
Quando “ainda não” é a resposta certa?
Na dúvida entre fazer ou não fazer cirurgia plástica, “ainda não” é a resposta certa quando o incômodo pode ser cuidado de outra forma, quando a saúde pede preparo antes ou quando a expectativa vai além do que a cirurgia pode oferecer. Saber quando não operar também é cuidado.
No rejuvenescimento facial, por exemplo, preenchimento e bioestimulador cuidam do volume e da qualidade da pele, e o lifting trata a queda dos tecidos. Os recursos podem se combinar, e às vezes o rosto ainda não pede cirurgia.
A saúde também conta: a SBCP orienta uma investigação médica completa antes de uma cirurgia e recomenda parar de fumar. E, se a preocupação com a aparência toma tempo todos os dias e traz sofrimento, a conversa com o médico pode apontar outro tipo de cuidado primeiro.
“Ainda não” também não é “nunca”: pode ser “agora não”, “primeiro isso” ou “de outro jeito”.
Não sabe se o seu incômodo pede cirurgia, outro tratamento ou só mais tempo? A avaliação com o Dr. Eduardo Furlani ajuda a encontrar essa resposta com calma, e ela pode ser “ainda não”.
Como conversar com a família sobre a cirurgia plástica?

Converse com a família contando primeiro por que você pensa na cirurgia, e só depois o que pretende fazer. Receba as preocupações de quem é próximo como cuidado, não como obstáculo.
A decisão é sua, como reconhece o Código de Ética Médica (artigos 24 e 31), mas decidir por conta própria não é decidir sozinha: a Recomendação CFM nº 1/2016 lembra que a autonomia “não é exclusivamente individualista”.
Por que a família costuma ser contra?
Muitas vezes, o “não” vem do medo. O marido teme o risco, os filhos pensam na recuperação, alguém pergunta sobre o custo, e quase sempre aparece o “você já está ótima”, que é um elogio e também o receio de ver você diferente. Se for o seu caso, explique que você não busca outro rosto nem voltar aos 30 anos, e sim voltar a se reconhecer no espelho.
Transforme o medo deles em perguntas para a consulta
Cada receio pode virar uma pergunta, e a conversa passa do “sim ou não” para o “como”:
| O que você ouve em casa | O que levar para a consulta |
|---|---|
| “É arriscado.” | Quais são os riscos no meu caso? |
| “Você já está ótima.” | O que o plano pode mudar e o que ele busca preservar? |
| “Vai ficar artificial.” | Como o plano cuida da naturalidade e das minhas expressões? |
| “E se der errado?” | Como é o acompanhamento se surgir uma complicação? |
| “Quanto vai custar?” | O que entra no custo e quanto tempo vou ficar afastada? |
| “Quem vai cuidar de você?” | Quem precisa ficar comigo nos primeiros dias? |
Peça tempo para ler o termo de consentimento
A Recomendação CFM nº 1/2016 diz que, quando o consentimento é por escrito, o médico pode sugerir que a paciente leia o termo com calma e, se quiser, converse sobre ele com o cônjuge, a família e os amigos, anotando as dúvidas para retomar a conversa com o médico. Se fizer sentido, leve alguém de confiança à consulta, combinando antes com a clínica.
E se a família continuar contra?
Acolha a preocupação sem transformar a conversa em briga. A revisão de 2004 também cita o desacordo do casal sobre a necessidade da cirurgia entre os fatores de pior resultado, mais um motivo para conversar antes. Se vocês seguirem pensando diferente, a decisão continua sendo sua, tomada com informação e no seu tempo.
As dúvidas da sua família também cabem na consulta. Anote as perguntas de quem é próximo e leve a lista para a avaliação com o Dr. Eduardo Furlani.
Como escolher um cirurgião plástico com segurança?
Para escolher um cirurgião plástico com segurança, confira o CRM e o RQE em cirurgia plástica, veja se ele é membro da SBCP, pergunte sobre a experiência dele e sobre o local da cirurgia, e observe como ele conduz a consulta.
Como conferir o CRM e o RQE no portal do CFM
O RQE é o Registro de Qualificação de Especialista, e o médico precisa informar o CRM e o RQE na publicidade, como determina a Resolução CFM nº 2.336/2023. Para conferir:
- Abra a busca por médicos do portal do CFM.
- Digite o nome do médico, escolha o estado e clique em “Buscar”.
- Veja se a situação aparece como “Regular”.
- Em “Especialidades/Áreas de Atuação”, confira se consta “Cirurgia Plástica”, com o número do RQE.
Veja se ele é membro da SBCP
Segundo a SBCP, o membro da sociedade tem no mínimo 12 anos de formação (seis de Medicina, três de residência em cirurgia geral e três em cirurgia plástica) e passa por provas escritas e orais. Confira na busca de cirurgiões da SBCP, por nome ou por estado.
Pergunte sobre a experiência e o local da cirurgia
Além das credenciais, a SBCP recomenda avaliar a experiência do cirurgião: pergunte há quanto tempo ele faz a cirurgia que você procura e o que ele entende por naturalidade no seu caso.
A SBCP também orienta confirmar se a clínica ou o hospital tem estrutura adequada, é licenciado e segue as normas da Vigilância Sanitária, porque locais inadequados aumentam os riscos de complicações.
Observe a consulta e desconfie de promessas
Na cirurgia plástica, o CFM determina que o médico não prometa resultados nem garanta o sucesso do tratamento e que explique com clareza os benefícios e os riscos do procedimento (Resolução CFM nº 1.621/2001). Desconfie de promessas e de pressa para marcar a data. Um cirurgião cuidadoso escuta, explica as opções e pode dizer “ainda não”.
Perguntar sobre formação, experiência, equipe e local da cirurgia é um direito seu. Agende uma avaliação com o Dr. Eduardo Furlani e faça essas perguntas antes de decidir.
O que perguntar na consulta com o cirurgião plástico?
Na primeira consulta, pergunte tudo o que ajuda você a decidir: a indicação, os riscos, o preparo e a recuperação. O Código de Ética Médica (artigo 34) obriga o médico a informar os riscos e os objetivos do tratamento. Leve esta lista:
- A cirurgia é indicada para mim ou existe outro caminho?
- Os tratamentos que já fiz, como toxina, preenchimento ou bioestimulador, mudam o plano?
- Quais são os riscos e as possíveis complicações no meu caso?
- Como é o preparo: exames, remédios, suplementos, álcool e cigarro?
- Onde a cirurgia será feita, quem faz parte da equipe e que anestesia está prevista?
- Como é a recuperação e quem me acompanha depois?
- Posso levar o termo de consentimento para ler em casa?
Vale perguntar também sobre um possível ajuste depois: uma cirurgia plástica pode precisar de complementação, mesmo quando correu bem, e isso não quer dizer que algo deu errado.
Se a consulta deixar alguma insegurança, você pode pedir uma segunda opinião: o Código de Ética Médica (artigo 39) proíbe o médico de se opor a ela.
Na avaliação com o Dr. Eduardo Furlani, cada pergunta desta lista tem espaço, inclusive a de saber se a cirurgia é o caminho para você.
Como planejar a recuperação e a rede de apoio?
Planeje a recuperação antes de marcar a data: defina quem acompanha você no dia da cirurgia e nos primeiros dias, organize o afastamento do trabalho e prepare a casa para o repouso. Nas cirurgias com alta no mesmo dia ou em até 24 horas, a Resolução CFM nº 1.886/2008 exige a companhia de um adulto responsável durante a cirurgia e na volta para casa.
É aqui que a família muda de lugar: de quem tinha medo para quem cuida. E a SBCP lembra que a parceria com o cirurgião continua depois da cirurgia, nas visitas de acompanhamento.
Na clínica do Dr. Eduardo Furlani, muitos pacientes de outras cidades fazem a consulta alguns meses antes e marcam a cirurgia para as férias. Veja como funciona a cirurgia plástica para pacientes de outras cidades.
Quer saber como seria a recuperação no seu caso e quem precisa estar com você? Esse planejamento começa na consulta com o Dr. Eduardo Furlani.
Como o Dr. Eduardo Furlani pode ajudar você?

O Dr. Eduardo Furlani é médico cirurgião plástico em Fortaleza, com CRM-CE 8316 e RQE 5876. Cirurgião plástico há 18 anos e médico há 25, fez residência em cirurgia plástica na Clínica Fluminense, no Rio de Janeiro, com formação em cirurgia facial na escola do Professor Ronaldo Pontes, e fellowship no Massachusetts General Hospital, da Harvard Medical School, nos Estados Unidos.
É membro titular da SBCP e participa de congressos no exterior desde 2007. Veja a formação e o registro do Dr. Eduardo Furlani.
O trabalho dele parte de uma ideia: “A técnica deve se adaptar ao paciente. Nunca o paciente à técnica.” E o cuidado vai além da cirurgia, com a Plástica Funcional, a filosofia de cuidado integral que olha para a pessoa inteira. Na prática, o atendimento inclui:
- Consulta para entender o seu caso: escuta do que incomoda você e do que você quer preservar, com explicação clara das opções, inclusive a de esperar.
- Avaliação ampla da saúde: antes da cirurgia, com rastreio metabólico e nutricional quando indicado.
- Equipe integrada: nutrição, fisioterapia dermatofuncional e endocrinologia, conforme a indicação.
- Acompanhamento individual: do preparo ao pós-operatório, com cada etapa indicada conforme a sua avaliação.
Se você quer decidir com informação e ser acompanhada antes, durante e depois da cirurgia, agende uma avaliação com o Dr. Eduardo Furlani.
Conclusão
Decidir fazer uma cirurgia plástica é uma escolha sua, e ela fica mais tranquila em etapas: entender o próprio desejo, aceitar o “ainda não” como resposta possível, conversar com a família, conferir o cirurgião, perguntar tudo na consulta e planejar a recuperação.
Quando o medo de quem é próximo vira pergunta e a preocupação vira ajuda na recuperação, a família passa a fazer parte do cuidado.
Agende sua avaliação com o Dr. Eduardo Furlani, converse sem pressa sobre o seu caso e tire as suas dúvidas. A decisão continua sendo sua, no seu tempo.
Perguntas frequentes sobre como decidir fazer cirurgia plástica
Existe idade certa para fazer cirurgia plástica?
A idade, sozinha, não define a indicação. Aos 50, aos 60 ou depois, o que orienta o momento é o que incomoda você, a sua saúde e a avaliação individual.
Existe época do ano mais indicada para fazer cirurgia plástica?
Mais do que o mês, conta o planejamento: folga no trabalho, alguém para acompanhar você e condições de seguir as orientações do pós-operatório, como evitar o sol, uma recomendação da SBCP.
É normal ter medo antes de decidir?
Sim. A SBCP lembra que é natural sentir ansiedade antes de uma cirurgia. Leve cada medo para a consulta, seja o de ficar artificial, o de se arrepender ou o de uma complicação: toda cirurgia tem riscos, e eles precisam ser conversados com clareza.
Como saber se o cirurgião plástico é bom?
Confira no portal do CFM o CRM e o RQE em cirurgia plástica e, no site da SBCP, se ele é membro. Na consulta, pergunte sobre a experiência dele com a cirurgia que você procura e veja se ele escuta, explica os riscos e não promete resultado.
O que fazer se a família for contra a cirurgia plástica?
Acolha a preocupação, explique os seus motivos e transforme as dúvidas da família em perguntas para a consulta. A decisão continua sendo sua.
Posso desistir depois de assinar o termo de consentimento?
Sim. Pela Recomendação CFM nº 1/2016, o consentimento pode ser retirado a qualquer momento, exceto quando o procedimento já começou e a interrupção traria risco.
Preciso de acompanhante depois da cirurgia plástica?
Sim. Nas cirurgias com alta em até 24 horas, o CFM exige um adulto responsável durante a cirurgia e na volta para casa, e nos primeiros dias é importante ter alguém por perto.

