Deep plane (ou deep plane facelift), em português “plano profundo”, é uma técnica de lifting facial (ritidoplastia) em que o cirurgião trabalha abaixo do SMAS, a camada de tecido fibroso e muscular que fica sob a pele e a gordura do rosto. Ele solta os ligamentos que prendem os tecidos e reposiciona pele, gordura e SMAS juntos, como um bloco, no rosto e no pescoço.
Descrito em 1990, o deep plane é uma técnica respeitada e muito estudada, mas é uma das ferramentas do lifting, e não a única. Aqui, você entende como ele se compara às outras técnicas, o que dizem os estudos e por que a escolha começa pela avaliação: a técnica deve se adaptar ao paciente, nunca o paciente à técnica.
Como o deep plane funciona e o que ele faz bem?
O lifting deep plane funciona pela liberação dos ligamentos de retenção, as “âncoras” que prendem os tecidos. Daí vem o ponto forte da técnica: mover bem o terço médio do rosto (a região das maçãs) e o inferior (onde ficam a boca e a linha da mandíbula).
Sam T. Hamra descreveu o deep plane em 1990 para tratar o sulco nasogeniano, o vinco que vai do nariz ao canto da boca.
Como o deep plane é feito, em linhas gerais
Por incisões ao redor da orelha, o cirurgião chega ao plano abaixo do SMAS pelos espaços naturais do rosto, solta os ligamentos, eleva o conjunto como uma unidade e o fixa em estruturas firmes. No fim, retira apenas a pele que sobra. O tipo de anestesia, o tempo de cirurgia e a necessidade de internação são definidos no planejamento de cada caso.
O que a técnica exige do cirurgião
A técnica exige conhecimento preciso da anatomia: abaixo do SMAS, o cirurgião trabalha mais perto dos ramos do nervo facial, que comandam a expressão do rosto. Um estudo brasileiro de 2024, feito em cadáveres, concluiu que conhecer essa anatomia “é fundamental para evitar lesões nervosas”.
Quer entender qual técnica de lifting combina com o seu rosto? Converse com o Dr. Eduardo Furlani em uma avaliação individual.
O que é o SMAS e como são as camadas do rosto?
O SMAS (sistema musculoaponeurótico superficial) é a camada de tecido fibroso e muscular que fica sob a pele e a gordura superficial, envolve os músculos mais superficiais da expressão e continua no pescoço como platisma, uma lâmina fina de músculo.
O estudo brasileiro de 2024 sobre o deep plane, publicado na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, descreve o rosto em cinco camadas, da superfície para o fundo:
- pele;
- tecido subcutâneo, a gordura superficial;
- SMAS;
- gordura profunda, com os espaços por onde passa o deep plane;
- periósteo, a membrana que recobre o osso, ou fáscia profunda, com os ramos do nervo facial logo abaixo, na bochecha.
Os ligamentos de retenção atravessam essas camadas, seguram o rosto contra a gravidade e marcam o limite da papada lateral, o volume que se forma ao lado do queixo.
Com o tempo, tudo isso muda. Outro artigo brasileiro de 2024 define o envelhecimento facial como “gradual, complexo e multifatorial”, resultado de mudanças “na qualidade, volume e posicionamento dos tecidos”.
Estudos de anatomia mostram que a gordura superficial é dividida em compartimentos, o que sugere que o rosto não envelhece como um bloco único. Até o osso perde estrutura em algumas áreas, e ignorar essas mudanças pode limitar qualquer rejuvenescimento.
Entender em que camada o seu rosto mudou é o começo de qualquer plano. Essa leitura acontece na avaliação, que você pode agendar quando quiser.
Quais são as técnicas de lifting facial?
Os tipos de lifting facial incluem a plicatura do SMAS, o SMAS alto, o mini lifting, o deep plane e o subperiosteal, entre outros, e se diferenciam pela camada em que o cirurgião trabalha, pelo que ele faz com o SMAS e pelo tamanho das incisões.
O lifting começou como retirada de pele; hoje, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o tecido de baixo costuma ser reposicionado nas camadas profundas do rosto.
| Técnica | Como funciona | Para que foi descrita |
|---|---|---|
| Plicatura do SMAS e SMASectomia lateral | O SMAS é dobrado e costurado, ou tem uma faixa retirada, sem ser descolado | Levantar os tecidos; a SMASectomia lateral foi descrita para pacientes selecionados |
| Retalho de SMAS e SMAS alto (high SMAS) | O SMAS é descolado e reposicionado | Rejuvenescer e levantar o rosto; no SMAS alto, sobretudo o terço médio e a papada lateral |
| Mini lifting e MACS lift | Incisões menores; o MACS suspende os tecidos na vertical, com pontos | Rejuvenescer por um acesso limitado; o MACS age sobretudo na papada lateral e no alto do pescoço |
| Deep plane (lifting facial profundo) | Pele, gordura e SMAS movidos juntos, abaixo do SMAS | O sulco nasogeniano e o terço médio, além do terço inferior |
| Lifting composto (composite) | Evolução do deep plane que inclui no bloco o músculo ao redor dos olhos | Reposicionar juntos o músculo ao redor dos olhos, a gordura da bochecha e o platisma |
| Lifting subperiosteal | Descolamento rente ao osso | O terço superior e o médio |
Conforme o rosto, as técnicas também podem ser combinadas, e é a avaliação que define qual caminho faz sentido.
Para saber como é o lifting facial com o Dr. Eduardo Furlani, veja a página de lifting facial em Fortaleza.
Os nomes das técnicas ainda confundem? Traga essa dúvida para a avaliação com o Dr. Eduardo Furlani.
Existe uma técnica de lifting superior às outras?
Não para todos os rostos: as revisões que reuniram os estudos comparativos não apontam uma técnica vencedora, e, quando cada uma é aplicada ao paciente certo, os resultados tendem a ser comparáveis.
- Rosto dividido (1996): cada lado do rosto recebeu uma técnica, definida por sorteio, e avaliadores independentes não viram diferença entre os lados nem aos seis meses nem com um ano de cirurgia. A comparação incluiu o lifting composto, evolução do deep plane.
- Gêmeos idênticos (2007): nenhuma das quatro técnicas superou as outras quando aplicada ao paciente certo, e os autores concluíram que “não existe técnica de lifting adequada para todo paciente”.
- Estudos de 2025 e 2026: uma meta-análise (análise conjunta) de 47 estudos encontrou segurança comparável entre o lifting SMAS e o deep plane, com poucos dados comparativos, e recomendou escolha individualizada. Um estudo de 2026, de um só cirurgião e com acompanhamento curto, encontrou resultados iniciais comparáveis entre o deep plane e a plicatura do SMAS; para os autores, pesam mais a experiência do cirurgião e a seleção do paciente do que a técnica sozinha.
O deep plane também tem dados a favor em pontos específicos: a meta-análise de 2025 cita um estudo com vantagem da técnica profunda no terço médio, e uma série de 1998 registrou menos retoques depois dela.
No Brasil, um estudo com 40 ritidoplastias comparou duas técnicas de lifting SMAS, a sutura do SMAS em vetores e o retalho de SMAS, com resultados semelhantes e vantagem do retalho no sulco nasogeniano. O autor concluiu que o resultado depende do esqueleto do rosto, da sustentação dos tecidos, da pele e da experiência do cirurgião.
Se nenhuma técnica serve para todos os rostos, o plano precisa partir do seu. A avaliação com o Dr. Eduardo Furlani é o primeiro passo, no seu tempo.
O deep plane trata o pescoço?
Pode tratar, porque rosto e pescoço estão ligados pela mesma camada: o SMAS se prolonga no platisma. O deep plane original já incluía esse músculo, e variações recentes estendem o descolamento para baixo dele.
Mas o pescoço também muda por outros motivos: sobra de pele, faixas verticais do platisma e, em alguns casos, volume abaixo dele, como gordura profunda e glândulas. Tratar essas estruturas profundas é o que se chama de deep neck, e o acesso a elas costuma ser feito por uma pequena incisão abaixo do queixo. Saiba mais sobre o lifting de pescoço.
Se o pescoço também incomoda você, ele entra na mesma conversa. Na avaliação, o Dr. Eduardo Furlani examina rosto e pescoço juntos.
Quais são os riscos do deep plane e das outras técnicas de lifting?
Todo lifting tem riscos, seja qual for a técnica. A página da SBCP sobre lifting facial lista, entre outros:
- hematoma (sangramento sob a pele) e seroma (acúmulo de líquido);
- cicatrizes desfavoráveis e necrose, a morte de uma área da pele;
- alterações de sensibilidade, assimetria e inchaço prolongado;
- lesão de nervos e de outras estruturas profundas;
- riscos da anestesia, trombose e complicações do coração e do pulmão;
- necessidade de uma nova cirurgia.
O hematoma é a complicação mais comum e, num estudo com mais de mil liftings, esteve associado a fatores como pressão alta, uso de aspirina ou anti-inflamatórios e cigarro.
Por isso, o preparo importa: segundo a SBCP, ele pode incluir parar de fumar bem antes da cirurgia e evitar aspirina, alguns anti-inflamatórios e medicamentos naturais, que podem aumentar o sangramento.
A maior parte das lesões de nervo descritas é temporária, mas existem casos permanentes, e uma meta-análise de 2019 não encontrou diferença entre as técnicas no risco de lesão permanente. Como lembra a SBCP, “apesar de serem esperados bons resultados, não há garantia”.
Falar de riscos com clareza faz parte de uma decisão tranquila, e a avaliação com o Dr. Eduardo Furlani é o lugar para essa conversa.
Como a técnica de lifting é escolhida?

A técnica é escolhida depois da avaliação: primeiro se entende o que envelheceu naquele rosto, e só então se define a ferramenta.
Na consulta, são avaliados a posição dos tecidos, o volume que se perdeu, a qualidade da pele, o pescoço, as cirurgias e os tratamentos que você já fez, como preenchimento ou bioestimulador, a sua saúde e, principalmente, o que você quer preservar da sua identidade.
Para a SBCP, o lifting é uma boa opção para quem está fisicamente saudável, não fuma e tem expectativa realista do resultado.
A resposta pode ser uma cirurgia, uma combinação de recursos ou a orientação de esperar. Preenchimento e bioestimulador não competem com o lifting: eles tratam o volume e a qualidade da pele, e o lifting trata a queda das estruturas.
Também vale perguntar qual técnica é recomendada para o seu caso e por quê, o que ela trata e o que não trata, quais são os riscos e como será a recuperação. E vale conferir o registro de quem vai operar: a busca de médicos do Conselho Federal de Medicina mostra o CRM e o RQE, o registro de especialista.
Como tudo depende do exame do rosto, a avaliação é presencial. Se você mora fora de Fortaleza, veja como funciona o atendimento de pacientes de outras cidades.
Leve essas perguntas, e o que você quer preservar, para a avaliação. É a partir delas que o plano do seu rosto começa a ser desenhado.
Como o Dr. Eduardo Furlani pode ajudar você?

Médico há 25 anos e cirurgião plástico há 18, o Dr. Eduardo Furlani (CRM-CE 8316, RQE 5876) atende em Fortaleza e tem formação em cirurgia facial na escola do Professor Ronaldo Pontes, com residência na Clínica Fluminense, no Rio de Janeiro, e fellowship no Massachusetts General Hospital, da Harvard Medical School.
É membro titular da SBCP e participa de congressos no exterior desde 2007.
Para o rosto, ele organiza o plano no método Lift 3R de rejuvenescimento facial, uma estratégia que trata o envelhecimento em três frentes, com técnicas reconhecidas pela medicina. Primeiro vem a pergunta “o que envelheceu no seu rosto?”, e só depois se escolhem as ferramentas, sempre com o objetivo de respeitar a sua identidade e a naturalidade dos seus traços.
- Avaliação sem pressa: escuta do que você quer tratar e preservar, exame do rosto e do pescoço e explicação clara das opções.
- Reposicionar: tratar as estruturas que caíram ou se deslocaram, com a técnica de lifting definida na avaliação.
- Repor: devolver volume às áreas que encolheram, quando a perda de volume faz parte do que envelheceu.
- Regenerar: melhorar a qualidade da pele e dos tecidos, com recursos definidos caso a caso.
- Combinação guiada pela avaliação: as frentes se somam na medida do seu caso, na mesma etapa ou em momentos diferentes.
- Acompanhamento: do preparo ao pós-operatório.
Para entender o que mudou no seu rosto e quais ferramentas fazem sentido para ele, comece por uma avaliação com o Dr. Eduardo Furlani.
Conclusão
O deep plane é uma técnica respeitada, estudada há mais de três décadas, e faz bem aquilo a que se propõe: reposicionar em bloco as regiões centrais do rosto. Ainda assim, é uma ferramenta entre outras, e a ciência não aponta uma técnica superior para todos os rostos.
O que pesa é o diagnóstico de cada rosto e a experiência de quem opera. Por isso, a pergunta mais útil não é “qual técnica eu quero?”, e sim “o que envelheceu no meu rosto?”. Conhecer quem vai responder a ela também faz parte da decisão: veja a formação e o registro do Dr. Eduardo Furlani.
Agende sua avaliação com o Dr. Eduardo Furlani, conte o que você quer preservar e entenda qual plano faz sentido para o seu rosto.
Perguntas frequentes sobre deep plane
Qual a diferença entre lifting facial e deep plane?
Lifting facial, ou ritidoplastia, é a cirurgia que trata os sinais de envelhecimento do rosto e do pescoço. O deep plane é uma das técnicas para fazê-la: nele, o cirurgião trabalha abaixo do SMAS e move pele, gordura e SMAS juntos. Quando se compara o deep plane ao “lifting tradicional”, o tradicional costuma ser o lifting SMAS, e os estudos não apontam uma técnica certa para todos os rostos.
Qual a diferença entre deep plane e SMAS?
O SMAS é uma camada do rosto, e não uma técnica. No chamado lifting SMAS, em geral a pele é separada dessa camada, que é tratada à parte; no deep plane, pele e SMAS sobem juntos.
O deep plane deixa o rosto mais natural?
A naturalidade não depende só do nome da técnica: o deep plane e outras técnicas costumam reposicionar o tecido de baixo, nas camadas profundas do rosto, em vez de apenas esticar a pele. Naturalidade também não é fazer pouco, e sim transformar sem apagar a sua identidade. Como em todo procedimento, os resultados variam de pessoa para pessoa.
Deep plane ou mini lifting: qual faz sentido?
São coisas diferentes: o deep plane diz em que camada o cirurgião trabalha, e o mini lifting, que as incisões são menores. Incisões curtas tendem a tratar menos o pescoço e o sulco nasogeniano, e a escolha depende do que mudou no seu rosto.
O que é o deep plane endoscópico?
É uma variação em que a parte profunda da cirurgia é feita com o auxílio de uma câmera, o endoscópio, por incisões menores, como no couro cabeludo da têmpora e, conforme o caso, atrás da orelha ou abaixo do queixo. É uma abordagem mais recente, descrita principalmente em séries de casos, e, como qualquer técnica, tem indicação definida na avaliação.
O deep plane deixa cicatriz?
Sim, como toda cirurgia. No lifting, as incisões costumam ficar no couro cabeludo e nos contornos naturais do rosto e da orelha, e a SBCP lembra que elas levam meses para amadurecer. A forma como cada pele cicatriza varia de pessoa para pessoa.
Como é a recuperação do deep plane?
Nas primeiras semanas, é comum ter inchaço e roxos, que melhoram aos poucos, e o resultado aparece à medida que eles diminuem. Segundo a SBCP, o inchaço pode levar vários meses para desaparecer por completo. O tempo de recuperação varia de pessoa para pessoa, e a volta às atividades é orientada pelo cirurgião nas consultas de acompanhamento.

