Como decidir fazer cirurgia plástica: uma escolha sua, com informação e sem pressa

Como decidir fazer cirurgia plástica: Dr. Eduardo Furlani sentado na recepção da clínica em Fortaleza
Entre a vontade de mudar e o “você já está ótima” de quem está perto, existe um caminho para decidir com calma. Veja como transformar as dúvidas, as suas e as da família, em perguntas para a consulta.

Decidir fazer uma cirurgia plástica com tranquilidade passa por seis etapas: entender se o desejo é seu, aceitar que “ainda não” pode ser a resposta, conversar com quem é próximo, conferir a formação e a experiência do cirurgião, tirar as dúvidas na consulta e planejar a recuperação. Saber como decidir fazer cirurgia plástica tem menos a ver com coragem e mais com informação e tempo.

Como diz a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP): “A decisão é pessoal. Só você pode decidir se a cirurgia proposta alcançará suas metas e se as complicações e riscos são aceitáveis.”

Talvez você já tenha feito preenchimento, toxina ou bioestimulador e comece a pensar em um lifting facial. Ao mesmo tempo, em casa, você ouve que é arriscado, que custa caro, que já está ótima. O seu incômodo merece atenção, e a preocupação de quem gosta de você também. Este guia reúne, passo a passo, o que saber antes de fazer uma cirurgia plástica.

Como saber se a cirurgia plástica é para você?

A cirurgia plástica tende a fazer sentido quando o desejo nasce de você, sem pressa nem impulso, e as suas expectativas cabem no que ela pode fazer.

A SBCP orienta: “Certifique-se de que suas expectativas são realistas e pesquise antes de optar pela cirurgia.” Por isso, “vale a pena fazer cirurgia plástica?” não tem resposta pronta: depende do seu motivo, da sua saúde e do seu caso.

O desejo é seu?

Uma revisão de 37 estudos sobre cirurgia estética, publicada em 2004 na revista Plastic and Reconstructive Surgery, mostra que parte deles associou as expectativas irreais e a motivação ligada a um relacionamento, como acreditar que a cirurgia vai salvar uma relação, a um pior resultado emocional e social.

São sinais, e não regras, mas ajudam a pensar: querer se sentir bem com a própria imagem é diferente de esperar que a cirurgia agrade alguém, acompanhe uma tendência das redes sociais ou resolva um momento difícil.

Antes da consulta, responda com sinceridade:

  • Há quanto tempo isso me incomoda?
  • Eu pensaria nessa cirurgia se ninguém opinasse?
  • O que espero que mude, no espelho e fora dele?
  • Tenho tempo e apoio para me recuperar com calma?

O que você quer preservar?

Tão importante quanto saber o que incomoda é saber o que faz parte da sua identidade: as suas expressões, os traços que contam a sua história. Naturalidade não é mudar pouco, e sim tratar o que incomoda em harmonia com quem você é.

Para muitas pacientes, o objetivo é ouvir “como você está bem”, e não “o que você fez?”. Como em todo procedimento, os resultados variam de pessoa para pessoa.

Se você ainda está organizando o que quer mudar e o que quer preservar, a avaliação com o Dr. Eduardo Furlani pode ajudar a colocar isso em palavras.

Quando “ainda não” é a resposta certa?

Na dúvida entre fazer ou não fazer cirurgia plástica, “ainda não” é a resposta certa quando o incômodo pode ser cuidado de outra forma, quando a saúde pede preparo antes ou quando a expectativa vai além do que a cirurgia pode oferecer. Saber quando não operar também é cuidado.

No rejuvenescimento facial, por exemplo, preenchimento e bioestimulador cuidam do volume e da qualidade da pele, e o lifting trata a queda dos tecidos. Os recursos podem se combinar, e às vezes o rosto ainda não pede cirurgia.

A saúde também conta: a SBCP orienta uma investigação médica completa antes de uma cirurgia e recomenda parar de fumar. E, se a preocupação com a aparência toma tempo todos os dias e traz sofrimento, a conversa com o médico pode apontar outro tipo de cuidado primeiro.

“Ainda não” também não é “nunca”: pode ser “agora não”, “primeiro isso” ou “de outro jeito”.

Não sabe se o seu incômodo pede cirurgia, outro tratamento ou só mais tempo? A avaliação com o Dr. Eduardo Furlani ajuda a encontrar essa resposta com calma, e ela pode ser “ainda não”.

Como conversar com a família sobre a cirurgia plástica?

Como decidir fazer cirurgia plástica: mulher sorri no sofá de casa, com o marido e o filho ao lado
Foto: The Ridge Ohio, Unsplash

Converse com a família contando primeiro por que você pensa na cirurgia, e só depois o que pretende fazer. Receba as preocupações de quem é próximo como cuidado, não como obstáculo.

A decisão é sua, como reconhece o Código de Ética Médica (artigos 24 e 31), mas decidir por conta própria não é decidir sozinha: a Recomendação CFM nº 1/2016 lembra que a autonomia “não é exclusivamente individualista”.

Por que a família costuma ser contra?

Muitas vezes, o “não” vem do medo. O marido teme o risco, os filhos pensam na recuperação, alguém pergunta sobre o custo, e quase sempre aparece o “você já está ótima”, que é um elogio e também o receio de ver você diferente. Se for o seu caso, explique que você não busca outro rosto nem voltar aos 30 anos, e sim voltar a se reconhecer no espelho.

Transforme o medo deles em perguntas para a consulta

Cada receio pode virar uma pergunta, e a conversa passa do “sim ou não” para o “como”:

O que você ouve em casaO que levar para a consulta
“É arriscado.”Quais são os riscos no meu caso?
“Você já está ótima.”O que o plano pode mudar e o que ele busca preservar?
“Vai ficar artificial.”Como o plano cuida da naturalidade e das minhas expressões?
“E se der errado?”Como é o acompanhamento se surgir uma complicação?
“Quanto vai custar?”O que entra no custo e quanto tempo vou ficar afastada?
“Quem vai cuidar de você?”Quem precisa ficar comigo nos primeiros dias?

Peça tempo para ler o termo de consentimento

A Recomendação CFM nº 1/2016 diz que, quando o consentimento é por escrito, o médico pode sugerir que a paciente leia o termo com calma e, se quiser, converse sobre ele com o cônjuge, a família e os amigos, anotando as dúvidas para retomar a conversa com o médico. Se fizer sentido, leve alguém de confiança à consulta, combinando antes com a clínica.

E se a família continuar contra?

Acolha a preocupação sem transformar a conversa em briga. A revisão de 2004 também cita o desacordo do casal sobre a necessidade da cirurgia entre os fatores de pior resultado, mais um motivo para conversar antes. Se vocês seguirem pensando diferente, a decisão continua sendo sua, tomada com informação e no seu tempo.

As dúvidas da sua família também cabem na consulta. Anote as perguntas de quem é próximo e leve a lista para a avaliação com o Dr. Eduardo Furlani.

Como escolher um cirurgião plástico com segurança?

Para escolher um cirurgião plástico com segurança, confira o CRM e o RQE em cirurgia plástica, veja se ele é membro da SBCP, pergunte sobre a experiência dele e sobre o local da cirurgia, e observe como ele conduz a consulta.

Como conferir o CRM e o RQE no portal do CFM

O RQE é o Registro de Qualificação de Especialista, e o médico precisa informar o CRM e o RQE na publicidade, como determina a Resolução CFM nº 2.336/2023. Para conferir:

  1. Abra a busca por médicos do portal do CFM.
  2. Digite o nome do médico, escolha o estado e clique em “Buscar”.
  3. Veja se a situação aparece como “Regular”.
  4. Em “Especialidades/Áreas de Atuação”, confira se consta “Cirurgia Plástica”, com o número do RQE.

Veja se ele é membro da SBCP

Segundo a SBCP, o membro da sociedade tem no mínimo 12 anos de formação (seis de Medicina, três de residência em cirurgia geral e três em cirurgia plástica) e passa por provas escritas e orais. Confira na busca de cirurgiões da SBCP, por nome ou por estado.

Pergunte sobre a experiência e o local da cirurgia

Além das credenciais, a SBCP recomenda avaliar a experiência do cirurgião: pergunte há quanto tempo ele faz a cirurgia que você procura e o que ele entende por naturalidade no seu caso.

A SBCP também orienta confirmar se a clínica ou o hospital tem estrutura adequada, é licenciado e segue as normas da Vigilância Sanitária, porque locais inadequados aumentam os riscos de complicações.

Observe a consulta e desconfie de promessas

Na cirurgia plástica, o CFM determina que o médico não prometa resultados nem garanta o sucesso do tratamento e que explique com clareza os benefícios e os riscos do procedimento (Resolução CFM nº 1.621/2001). Desconfie de promessas e de pressa para marcar a data. Um cirurgião cuidadoso escuta, explica as opções e pode dizer “ainda não”.

Perguntar sobre formação, experiência, equipe e local da cirurgia é um direito seu. Agende uma avaliação com o Dr. Eduardo Furlani e faça essas perguntas antes de decidir.

O que perguntar na consulta com o cirurgião plástico?

Na primeira consulta, pergunte tudo o que ajuda você a decidir: a indicação, os riscos, o preparo e a recuperação. O Código de Ética Médica (artigo 34) obriga o médico a informar os riscos e os objetivos do tratamento. Leve esta lista:

  • A cirurgia é indicada para mim ou existe outro caminho?
  • Os tratamentos que já fiz, como toxina, preenchimento ou bioestimulador, mudam o plano?
  • Quais são os riscos e as possíveis complicações no meu caso?
  • Como é o preparo: exames, remédios, suplementos, álcool e cigarro?
  • Onde a cirurgia será feita, quem faz parte da equipe e que anestesia está prevista?
  • Como é a recuperação e quem me acompanha depois?
  • Posso levar o termo de consentimento para ler em casa?

Vale perguntar também sobre um possível ajuste depois: uma cirurgia plástica pode precisar de complementação, mesmo quando correu bem, e isso não quer dizer que algo deu errado.

Se a consulta deixar alguma insegurança, você pode pedir uma segunda opinião: o Código de Ética Médica (artigo 39) proíbe o médico de se opor a ela.

Na avaliação com o Dr. Eduardo Furlani, cada pergunta desta lista tem espaço, inclusive a de saber se a cirurgia é o caminho para você.

Como planejar a recuperação e a rede de apoio?

Planeje a recuperação antes de marcar a data: defina quem acompanha você no dia da cirurgia e nos primeiros dias, organize o afastamento do trabalho e prepare a casa para o repouso. Nas cirurgias com alta no mesmo dia ou em até 24 horas, a Resolução CFM nº 1.886/2008 exige a companhia de um adulto responsável durante a cirurgia e na volta para casa.

É aqui que a família muda de lugar: de quem tinha medo para quem cuida. E a SBCP lembra que a parceria com o cirurgião continua depois da cirurgia, nas visitas de acompanhamento.

Na clínica do Dr. Eduardo Furlani, muitos pacientes de outras cidades fazem a consulta alguns meses antes e marcam a cirurgia para as férias. Veja como funciona a cirurgia plástica para pacientes de outras cidades.

Quer saber como seria a recuperação no seu caso e quem precisa estar com você? Esse planejamento começa na consulta com o Dr. Eduardo Furlani.

Como o Dr. Eduardo Furlani pode ajudar você?

Como decidir fazer cirurgia plástica: Dr. Eduardo Furlani, cirurgião plástico em Fortaleza

O Dr. Eduardo Furlani é médico cirurgião plástico em Fortaleza, com CRM-CE 8316 e RQE 5876. Cirurgião plástico há 18 anos e médico há 25, fez residência em cirurgia plástica na Clínica Fluminense, no Rio de Janeiro, com formação em cirurgia facial na escola do Professor Ronaldo Pontes, e fellowship no Massachusetts General Hospital, da Harvard Medical School, nos Estados Unidos.

É membro titular da SBCP e participa de congressos no exterior desde 2007. Veja a formação e o registro do Dr. Eduardo Furlani.

O trabalho dele parte de uma ideia: “A técnica deve se adaptar ao paciente. Nunca o paciente à técnica.” E o cuidado vai além da cirurgia, com a Plástica Funcional, a filosofia de cuidado integral que olha para a pessoa inteira. Na prática, o atendimento inclui:

  • Consulta para entender o seu caso: escuta do que incomoda você e do que você quer preservar, com explicação clara das opções, inclusive a de esperar.
  • Avaliação ampla da saúde: antes da cirurgia, com rastreio metabólico e nutricional quando indicado.
  • Equipe integrada: nutrição, fisioterapia dermatofuncional e endocrinologia, conforme a indicação.
  • Acompanhamento individual: do preparo ao pós-operatório, com cada etapa indicada conforme a sua avaliação.

Se você quer decidir com informação e ser acompanhada antes, durante e depois da cirurgia, agende uma avaliação com o Dr. Eduardo Furlani.

Conclusão

Decidir fazer uma cirurgia plástica é uma escolha sua, e ela fica mais tranquila em etapas: entender o próprio desejo, aceitar o “ainda não” como resposta possível, conversar com a família, conferir o cirurgião, perguntar tudo na consulta e planejar a recuperação.

Quando o medo de quem é próximo vira pergunta e a preocupação vira ajuda na recuperação, a família passa a fazer parte do cuidado.

Agende sua avaliação com o Dr. Eduardo Furlani, converse sem pressa sobre o seu caso e tire as suas dúvidas. A decisão continua sendo sua, no seu tempo.

Perguntas frequentes sobre como decidir fazer cirurgia plástica

Existe idade certa para fazer cirurgia plástica?

A idade, sozinha, não define a indicação. Aos 50, aos 60 ou depois, o que orienta o momento é o que incomoda você, a sua saúde e a avaliação individual.

Existe época do ano mais indicada para fazer cirurgia plástica?

Mais do que o mês, conta o planejamento: folga no trabalho, alguém para acompanhar você e condições de seguir as orientações do pós-operatório, como evitar o sol, uma recomendação da SBCP.

É normal ter medo antes de decidir?

Sim. A SBCP lembra que é natural sentir ansiedade antes de uma cirurgia. Leve cada medo para a consulta, seja o de ficar artificial, o de se arrepender ou o de uma complicação: toda cirurgia tem riscos, e eles precisam ser conversados com clareza.

Como saber se o cirurgião plástico é bom?

Confira no portal do CFM o CRM e o RQE em cirurgia plástica e, no site da SBCP, se ele é membro. Na consulta, pergunte sobre a experiência dele com a cirurgia que você procura e veja se ele escuta, explica os riscos e não promete resultado.

O que fazer se a família for contra a cirurgia plástica?

Acolha a preocupação, explique os seus motivos e transforme as dúvidas da família em perguntas para a consulta. A decisão continua sendo sua.

Posso desistir depois de assinar o termo de consentimento?

Sim. Pela Recomendação CFM nº 1/2016, o consentimento pode ser retirado a qualquer momento, exceto quando o procedimento já começou e a interrupção traria risco.

Preciso de acompanhante depois da cirurgia plástica?

Sim. Nas cirurgias com alta em até 24 horas, o CFM exige um adulto responsável durante a cirurgia e na volta para casa, e nos primeiros dias é importante ter alguém por perto.

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